Você sabia que mais de 30% dos pacientes relatam arrependimento após realizarem procedimentos estéticos sem a devida orientação médica?
De acordo com dados da American Society for Dermatologic Surgery, o número de complicações decorrentes de tratamentos mal indicados vem crescendo ano após ano. Por isso, é essencial saber quais procedimentos evitar e entender os riscos por trás das promessas milagrosas antes de qualquer intervenção.
Sempre que indico procedimentos estéticos, é porque confio neles e faria em mim mesmo ou em qualquer pessoa da minha família.
Mas existem três procedimentos que eu não faria e não recomendo, quer saber quais são eles? Sou o Dr. Ronaldo Szerman e, neste artigo, vou explicar três procedimentos estéticos que eu jamais faria e não recomendo — e, mais importante, quais são as alternativas seguras para quem busca beleza com responsabilidade.
1. Procedimentos estéticos que jamais faria: Preenchimento com PMMA (Metacrilato)

O preenchimento com PMMA, também conhecido como metacrilato, é um preenchedor definitivo que era usado há muitos anos atrás para preencher sulcos e outras áreas do rosto.
A grande questão é que, por ser definitivo, ele fica acumulado naquele local para sempre, mesmo que o nosso rosto continue envelhecendo e perdendo volume. Com o tempo, o PMMA pode se deslocar e se acumular em outras áreas.
Quais são os riscos de usar o PMMA?
Os problemas são vários. Primeiro, ele não pode ser removido, nem mesmo com cirurgia, porque ele entremeia nos tecidos daquela área que ele foi colocar. Segundo, no futuro, mesmo depois de 10, 20 anos, ele pode dar problema, como o surgimento de nódulos, inflamações, especialmente se o paciente fizer outros procedimentos estéticos, como o preenchimento com ácido hialurônico, por exemplo.
Resumindo, trata-se de uma bomba relógio que pode te trazer sérios problemas. Uma alternativa segura, eficaz e com muito recurso é o preenchimento com ácido hialurônico, desde que seja bem indicado e seja realizado com um profissional adequado, um médico, e que seja usado produtos de alta qualidade.
2. Procedimentos estéticos que jamais faria: Tatuagem para camuflar olheiras e estrias
O segundo procedimento que eu não recomendo é a tatuagem para camuflar olheira e estria. Embora pareça uma solução rápida, ela traz riscos e limitações importantes.
Motivos para evitar a camuflagem com tatuagem
- Mudança de cor com o tempo: o pigmento pode oxidar e alterar o tom original.
- Diferença de tonalidade: a pele muda de cor com a exposição solar, mas a tatuagem não acompanha essa mudança.
- Impedimento de novos tratamentos: a tatuagem cria uma barreira que dificulta a aplicação de lasers ou outros procedimentos futuros.
Além disso, se o paciente se arrepender, a remoção é complexa e dolorosa, podendo exigir várias sessões de laser — e ainda assim sem garantia de eliminação completa.
3. Procedimentos estéticos que jamais faria: Bichectomia por motivos puramente estéticos
Esse é o terceiro e último procedimento que eu não faria apenas para fins puramente estéticos. A bichectomia é uma cirurgia para remover a gordura da bochecha e afinar o rosto.
O perigo de fazer bichectomia apenas por estética
Se a pessoa morde a bochecha por dentro, se tem indicação, a cirurgia pode ser feita. Mas se o objetivo é só afinar o rosto, você pode acelerar o seu envelhecimento. A gordura do rosto é importante para a sustentação e remoção dela pode fazer com que o seu rosto desabe de forma mais rápida. Em vez de parecer mais jovens, mulheres de 25 anos podem aparentar mais de 40.
Nem todo procedimento estético é seguro — e beleza de verdade deve sempre andar de mãos dadas com a responsabilidade médica.
Antes de se submeter a qualquer intervenção, busque informações confiáveis, profissionais qualificados e produtos de qualidade comprovada.
Se você quer cuidar da aparência com segurança e resultados naturais, procure sempre a orientação de um médico especialista.
Contato:
A Clínica de Pele é especializada em tratamentos dermatológicos no Rio de Janeiro há mais de 60 anos, desde 1969. O Dr. Szerman possui mais de 20 anos de experiência e dá aulas para outros médicos.



