A hiperhidrose é uma condição mais comum do que se imagina e afeta cerca de 4,8% da população, o que representa milhões de pessoas em todo o mundo. Estudos indicam que aproximadamente 70% dos indivíduos com hiperhidrose apresentam suor excessivo intenso em pelo menos uma região do corpo, como mãos, pés, axilas ou rosto. Apesar do impacto físico e emocional, muitos ainda não buscam ajuda médica, seja por vergonha, falta de informação ou por acreditarem que o problema não tem tratamento.
Em escala global, estima-se que a hiperhidrose atinja em torno de 5% da população mundial, o que corresponde a mais de 350 milhões de pessoas. No Brasil, os números são igualmente expressivos: aproximadamente 3% da população convive com a condição, o que significa cerca de 15 milhões de brasileiros. Esses dados mostram que a hiperhidrose não é um problema raro e reforçam a importância de falar mais sobre o tema, ampliar o acesso ao diagnóstico e divulgar as opções de tratamento disponíveis.
Como se manifesta?
A hiperhidrose é uma doença que provoca uma sudorese excessiva, e pode se manifestar em uma ou mais áreas, como axilas, palma das mãos, rosto, cabeça, sola dos pés e virilha. A doença tem um impacto profundo na vida do paciente, e pode levar ao isloamento social e à depressão.
As áreas mais atingidas pela hiperhidrose são mãos, planta dos pés, axilas, região inguinal e perineal. Quando afeta a planta do pé, pode favorecer o desenvolvimento de micoses.
Em geral, o suor não tem cheiro desagradável, mas frequentemente, a hiperhidrose cursa com bromidrose (odor desagradável), por causa da proliferação de bactérias que utilizam os componentes do suor e restos celulares como substrato alimentar.
Pessoas acometidas pela hiperhidrose podem padecer de sofrimento e constrangimento intensos por causa do suor excessivo, e enfrentar enormes dificuldades na vida profissional e pessoal, com risco de evoluir para um quadro depressivo.
Embora a hiperhidrose atinja 176 milhões de pessoas no mundo e ofereça diversas possibilidades de tratamento – como injeções de toxina botulínica, iontoforese e medicamentos orais – a falta de informação ainda é um importante obstáculo a ser superado, pois a população em geral desconhece a doença.
Como tratar?
A maioria dos pacientes consegue sucesso no tratamento com soluções tópicas. Os demais casos podem ser conduzidos por meio do emprego da toxina botulínica, da iontoforese, da aspiração das glândulas e da cirurgia dos nervos (simpatectomia). Veja algumas opções:
- Iontoforese – terapia que usa um aparelho elétrico (a bateria) que procura neutralizar as glândulas sudoríparas por meio de correntes iônicas. O paciente deve colocar o aparelho no local afetado (palma, planta ou axila) uma a duas vezes ao dia por tempo médio de 15 a 30 minutos.
- Toxina botulínica – excelente método, porém transitório. Consiste em aplicar a toxina nos locais afetados, por meio de injeções. A área a ser tratada é previamente anestesiada. A toxina age bloqueando os estímulos nervosos para as glândulas.
- Cirurgia dos nervos simpáticos (simpatectomia) – reservada para casos rebeldes a outras formas de tratamento. Consiste na corte de alguns nervos simpático para reduzir a atividade das glândulas.
- Aspiração das glândulas – excelente técnica cirúrgica para o tratamento da hiperidrose axilar. É um procedimento realizado com anestesia local e com desconforto pequeno. O sucesso chega a 80-90% dos pacientes e o resultado começa a ser verificado entre dois e oito meses.
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fonte: sbcd.org.br


