O tratamento de melasma com laser passou por uma verdadeira revolução nos últimos anos. Antigamente, o uso de laser era totalmente contraindicado, já que os equipamentos disponíveis atuavam aquecendo e agredindo a pele, o que provocava o temido efeito rebote — quando as manchas até melhoravam num primeiro momento, mas logo voltavam ainda mais intensas.
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Hoje, graças aos avanços da medicina estética, sabemos que essa piora está ligada ao processo inflamatório causado pelo calor, o qual estimula a dilatação de pequenos vasos na região afetada. Esse aquecimento excessivo leva ao acúmulo de pigmento, agravando o quadro de melasma.
Estudos clínicos indicam que tecnologias mais modernas, como os lasers de baixa fluência e os chamados “lasers frios”, conseguem reduzir entre 30% e 50% da pigmentação após poucas sessões, com menor risco de rebote — um dos maiores desafios dos lasers tradicionais que geravam calor excessivo. Essa mudança do laser quente para abordagens mais suaves representa um avanço importante, permitindo tratamentos contínuos, progressivos e com maior segurança para peles sensíveis e fototipos mais altos.
Com novas tecnologias, como os lasers fracionados e pulsados, é possível tratar o melasma de forma eficaz e segura, sem causar danos térmicos ou inflamatórios à pele.
Por que o calor piora o melasma
Os pacientes com melasma frequentemente relatam piora das manchas após exposição ao calor, seja cozinhando, praticando esportes ou ficando sob o sol. Isso ocorre porque o calor dilata os vasos da pele, gerando inflamação e estímulo à produção de melanina, o pigmento responsável pelas manchas.
Por isso, durante muito tempo, lasers e peelings químicos agressivos foram evitados. Qualquer tratamento que agredisse a pele poderia piorar o problema. O segredo, hoje, é tratar o melasma com sutileza, evitando ao máximo processos que causem inflamação.
A evolução do tratamento de melasma com laser: do não fracionado ao pulsado
O laser de CO2 é utilizado na medicina desde a década de 1960 e sempre foi considerado um dos melhores tratamentos para rejuvenescimento facial, melhorando manchas, firmeza e textura da pele.
No entanto, os primeiros modelos eram não fracionados, ou seja, queimavam toda a superfície da pele de forma integral, o que gerava risco alto de infecção, manchas e complicações.
O avanço: lasers fracionados
Em 2004, surgiu o laser fracionado, que passou a tratar a pele em pequenas frações. Assim, apenas parte da pele era atingida, enquanto as áreas intactas aceleravam a recuperação. Isso tornou o tratamento mais seguro e rápido, ainda que ainda gerasse calor e vermelhidão.
A revolução: lasers pulsados e frios
O grande salto aconteceu com o lançamento dos lasers fracionados e pulsados, como os da marca italiana Deka.
Esses equipamentos utilizam a tecnologia pulsada, que entrega o laser de forma gradual e controlada, reduzindo drasticamente a geração de calor.
Enquanto os lasers convencionais atingem temperaturas de até 100 °C, os lasers pulsados da Deka mantêm o aquecimento em apenas 0,5 °C, sendo os únicos aprovados pelo Conselho Americano de Saúde para tratamento de melasma.
No consultório, são usados dois modelos:
- Deka Smart – laser frio com leve aquecimento (0,5 °C), seguro para todos os tipos de pele.
- Deka Touch – laser completamente frio, capaz de penetrar profundamente sem gerar calor, reduzindo o risco de rebote e inflamação.
Como o laser frio age sobre o melasma

O laser frio atua de forma física, destruindo o pigmento já formado nas camadas da pele sem causar inflamação. É como se ele “quebrasse” as manchas em partículas menores, que depois são naturalmente eliminadas pelo corpo.
Por outro lado, o peeling químico age de forma celular, inibindo a produção excessiva de melanina — a “tinta” que causa o melasma.
Por isso, o melhor resultado vem da combinação entre o tratamento químico e físico, atuando em diferentes níveis:
- O peeling químico regula a “fábrica de tinta” da pele.
- O laser frio remove o pigmento acumulado de forma segura.
Sessões, recuperação e cuidados
O tratamento com laser frio geralmente requer de 3 a 6 sessões, com intervalos de 1 a 2 meses.
A recuperação é rápida, levando cerca de 4 a 5 dias, permitindo que o paciente retorne às atividades normais quase imediatamente.
Durante o acompanhamento, o dermatologista prescreve cuidados específicos e medicamentos para garantir uma recuperação segura e resultados duradouros.
O futuro do tratamento de melasma com laser já chegou
A evolução dos tratamentos a laser para melasma representa um grande avanço na dermatologia. Graças às novas tecnologias — especialmente os lasers frios e pulsados —, é possível tratar as manchas sem dor, sem calor e sem o risco de efeito rebote.
Se você sofre com o melasma e busca um tratamento eficaz e seguro, consulte um dermatologista especializado e conheça as opções de laser de CO2 pulsado. Com orientação adequada e tecnologia de ponta, é possível recuperar a uniformidade da pele com segurança e resultados duradouros.
Contato:
A Clínica de Pele é especializada em tratamentos dermatológicos no Rio de Janeiro há mais de 60 anos, desde 1969. O Dr. Szerman possui mais de 20 anos de experiência e dá aulas para outros médicos.



